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14/03/2017 Soluções high tech para um mundo hiper conectado

Na 15ª edição da FEBRACE, a maior feira de Ciências e Engenharia do país, dispositivos que facilitam o dia a dia de quem vive conectado são destaque.

Uma mostra do que os jovens cientistas e inventores do Brasil são capazes de fazer pode ser conferida na 15ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), que acontece de 21 a 23 de março, nas dependências da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em São Paulo. Entre as invenções, muita criatividade e propostas de tecnologias para resolver problemas de um mundo hiper conectado. Confira abaixo alguns dos destaques:

Rastreador de bagagem – Gabriela Pittela e Vitória Gabriela Nunes, estudantes do Colégio Luterano Arthur Konrath, de Estância Velha (RS), criaram a Baglink, uma tecnologia capaz de rastrear a bagagem e alertar seu dono quando alguém a abrir. O dispositivo é uma adaptação dos rastreadores veiculares convencionais e é acoplado a uma placa de pressão, que emite sinais quando a mala ou mochila é violada. Ao receber os sinais, o rastreador, que possui um chip telefônico, envia uma SMS ao celular cadastrado no sistema. Ele ainda informa, por meio do GPS da plataforma Google Maps, a localização da bagagem e o horário em que a mesma foi aberta. Durante a viagem, o usuário também pode conferir a localização da bagagem a qualquer momento.

Bicicleta com “olhos” – Os alunos Inoã Allen e Kesse Teixeira Matias, da Escola Estadual Ministro Jarbas Passarinho, de Camaragibe (PE), criaram uma bicicleta “inteligente” com o objetivo de alertar o ciclista sempre que houver veículos próximos. A bicicleta possui sensores que funcionam como “olhos”. Acoplados à bicicleta, os sensores detectam a presença de veículos e enviam as informações por um microcontrolador, que acende luzes verdes, amarelas e vermelhas para alertar o ciclista. Vermelha significa que o veículo está a dois metros de distância; amarela, três metros, e verde, cinco metros. O sistema também conta com pisca alerta que pode ser acionado pelo ciclista sempre que ele quiser virar à esquerda ou à direita. O grupo levará o protótipo para demonstração.

Indicador de hiperexposição – Teu filho não sai da internet? E você não sabe até que ponto isso é saudável? Os estudantes Camila Oliveira de Carvalho e Paulo Miranda e Silva Sousa, do Centro Federal de Educação Média e Tecnológica, da cidade de Floriano (PI), desenvolveram um aplicativo, batizado de “Indicador de Hiperexposição”, que pode dar essa resposta. O aplicativo mede e aponta o nível de exposição do usuário nas redes sociais. Já disponível na plataforma Android, na Playstore, ele utiliza um questionário com perguntas simples para fazer um diagnóstico da exposição e apontar em que nível isso acontece, por meio de um método de porcentagem. O aplicativo permite ainda que sejam criados grupos de pesquisas pelo qual um diretor de uma escola, por exemplo, pode avaliar como anda a exposição de seus alunos nas redes sociais.

Cerca eletrônica – Criança quando aprende a andar vai para todo canto. Pensando na segurança delas, o estudante Antonio Luis de Meneses Soares, da Escola Estadual 11 de Agosto, de Umarizal (RN), desenvolveu um tapete com uma placa sensorial que emite um sinal sonoro quando é pisada. A ideia é colocá-lo em locais estratégicos, como na entrada da cozinha ou perto de escadas. A placa sensorial foi produzida com latinhas de alumínio reutilizadas, que produzem sinais elétricos e os enviam a uma campainha sem fio. O aviso sonoro pode ser escutado em até oito metros de distância.

Detector de Aedes Aegypti – A estudante Isabela Dadda dos Reis, do campus de Osório (RS) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, utilizou o microprocessador Arduíno para projetar um sensor que detecta quando ovos de Aedes Aegypti se transformam em larva. Com uso de GPS e de conexão com internet sem fio acoplado ao microprocessador, é possível localizar onde estão as larvas. “Ao eclodir, o ovo libera íons na água, detectados pelo sensor por meio de condutividade”, explica a professora Flávia Santos Twardowski Pinto, orientadora da pesquisa. A tecnologia pretende auxiliar no combate ao mosquito, ‘informatizando’ a procura dos focos de Aedes, já que, hoje, a detecção dos mesmos pelos agentes de saúde é feita visualmente, a olho nu.

Regador automático – Que tal economizar água da rega das plantas com um sistema automatizado? Os estudantes Gustavo Roberto Araújo, Hugo Ferreira Montovani e Fabrício Dias Marçal Barbosa, do campus Uberlândia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro, desenvolveram um regador automático que utiliza um microprocessador Arduíno e sensores para monitor a umidade do solo. Orientado com dados programados sobre a quantidade de água necessária para manter o solo úmido, o equipamento sabe se é preciso ou não ligar o dispositivo que vai liberar a água para irrigação. O sistema pode, ainda, ser controlado por um aplicativo pela internet. Segundo o grupo, a tecnologia pode ser usada tanto em fazendas como em pequenas hortas e jardins residenciais.

Wattsapp – A conta de luz dobrou de valor e você não sabe por quê? Isso pode ser causado por pontos de fuga de energia, devido a fiação velha ou inadequada. Para resolver esse problema, Paulo Eduardo da Silva Gomes e Gabriel Jonathan Wilbert, alunos da Escola Estadual Viriato Bandeira, de Coxim (MS), desenvolveram o Wattsapp, dispositivo que identifica a quantidade de perda na rede elétrica domiciliar e informa o consumidor por meio de um aplicativo de celular. O usuário conecta a ferramenta em alguma tomada da sua casa e esta indica a quantidade de quilowatts/hora. Se houver perda de energia, o aplicativo alerta o usuário. Ainda é possível, com ele, calcular o prejuízo que esse desperdício gerará mensalmente.

Serviço: A mostra pública de projetos da FEBRACE 2017 será realizada entre 21 a 23 de março. Estará aberta ao público em geral, das 14h às 19h, em uma tenda instalada no estacionamento da Escola Politécnica da USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, nº 3, travessa 3, Cidade Universitária). A entrada é franca. Mais informações: www.febrace.org.br.

Atenção: no dia 21/03, das 9 às 12 horas, os jornalistas terão acesso exclusivo à tenda do evento para que possam conduzir suas reportagens com mais calma. Assessores de imprensa estarão à disposição para ajudá-los durante o evento.


Sobre a FEBRACE: Promovida anualmente pela Poli-USP, por meio do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI), a FEBRACE é a maior feira brasileira pré-universitária de Ciências e Engenharia em abrangência, qualidade científica/tecnológica e visibilidade. Seu objetivo é estimular a cultura científica, a inovação e o empreendedorismo na educação básica, despertando novas vocações nessas áreas e induzindo práticas pedagógicas inovadoras nas escolas. Nesta edição, serão apresentados 346 projetos desenvolvidos por 763 estudantes do ensino médio e técnico de todos os estados brasileiros. Eles foram selecionados entre mais de 2,1 mil projetos, submetidos diretamente pelos estudantes ou por meio das 126 feiras afiliadas. Os estudantes melhor avaliados ganharão troféus, medalhas, bolsas e estágios, num total aproximado de 300 prêmios. Também concorrerão a 70 bolsas de Iniciação Científica Junior do CNPq e a uma das vagas (9 projetos, máx. 15 estudantes) para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF), que será realizada em maio, em Los Angeles (EUA).

Atendimento à imprensa: Acadêmica Agência de Comunicação Érika Coradin Telefones: (11) 5549-1863 / 5081-5237. erika@academica.jor.br

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