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06/03/2018 FEBRACE 2018: uma inovação melhor que outra

Maior mostra de projetos de estudantes pré-universitários começa nesta terça-feira com projetos que têm potencial até para virarem produtos.

A 16ª Edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), que acontece de 13 a 15 de março na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), na capital paulista, apresentará 346 projetos feitos por estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico de escolas públicas e particulares de todo o País. Esta edição se destaca pela profusão de projetos criativos, boa parte deles inovadores. Confira abaixo alguns dos destaques da mostra:

Detector de carne estragada
Estudantes do Sesi CIC, de Curitiba (PR) produziram um biossensor que revela se a carne bovina está entrando em decomposição. Trata-se de um filme polimérico que contém antocianinas – substâncias capazes de indicar mudanças no pH da carne, sinalizando o início da decomposição por meio da alteração de cor. O biossensor funciona mesmo se a carne tiver sido alterada quimicamente para disfarçar o estado de decomposição.

Seu pulso alerta: cuidado com o sol!
Diante do crescimento do número de casos de câncer de pele no Brasil, estudantes do Colégio FAAT, de Atibaia (SP), criaram uma pulseira que monitora a radiação ultravioleta, informando e orientando o usuário sobre o nível ao qual está exposto e as medidas corretas de proteção. O protótipo utiliza a plataforma Arduíno, que gerencia um sensor de raios UV e envia para um display de LCD as informações sobre o nível de radiação e seu risco, com base na Tabela UV Index, da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Game para educação financeira
O Educa Money é um aplicativo desenvolvido por estudantes da Escola Gappe, de Campo Grande (MS), para smartphones Android, que ensina crianças e jovens a administrar o dinheiro. Utilizando a gamificação, ele propõe um jogo no qual o usuário insere valores como o dinheiro conquistado por meio de mesada, presente etc. A partir daí ele pode fazer diversas coisas, como, por exemplo, estabelecer metas de compra e o quanto quer poupar para atingi-la. Se o objetivo é comprar uma bicicleta, pode-se inserir o valor da bicicleta e o aplicativo vai dizer quanto deve ser guardado e quanto pode ser gasto para chegar à meta. O aplicativo também oferece dicas de como a criança e o jovem podem ganhar dinheiro, caso não recebam mesada, sugerindo negociação com os pais, venda de produtos, trabalho como babá etc. A partir das metas cumpridas, o usuário ganha troféu e pontuação virtual.

Aplicativo para evitar suicídio
Em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV), alunos do Centro Tecnológico do Estado da Bahia, de Feira de Santana, desenvolveram um aplicativo para smartphone com o objetivo de evitar o chamado suicídio indireto. É quando a pessoa se suicida sem perceber, ao abusar de álcool, drogas, por exemplo. Pelo aplicativo, a pessoa em situação de risco aciona um botão de emergência, que envia um chamado de urgência ao CVV e a mais três pessoas cadastradas no aplicativo. O GPS também indica a localização da pessoa que pediu socorro.

IA para diagnóstico de Alzheimer
Usando inteligência artificial, estudantes do Colégio e Faculdade Eniac, de Guarulhos (SP), criaram um sistema que analisa ressonâncias magnéticas e é capaz de indicar se o paciente tem ou não Alzheimer. O classificador de ressonância foi treinado por aprendizado de máquina, com o objetivo de ajudar os médicos no diagnóstico da doença. Testes feitos com o sistema indicaram uma margem de erro pequena, de apenas 9,21%.

A luva que fala pelo surdo
Nem sempre uma pessoa com deficiência auditiva pode contar com intérpretes em LIBRAS – a Linguagem Brasileira de Sinais – para se comunicar. Para ajudá-las, estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional Pedro Boaretto Neto, de Cascavel (PR), criaram uma luva que interpreta os gestos que formam as palavras e as frases em LIBRAS e os transformam em texto. Os sinais são captados por sensores e enviados para um software que processa, interpreta e exibe o texto em português no computador, celular ou tablet.

Casinha inteligente para pets
Uma casinha de cachorro arejada, com água e comida disponível em intervalos regulares. Esse foi o projeto dos alunos da escola Presidente João Goulart, de João Pessoa (PB). Um sistema eletrônico programado pelos donos controla os horários em que a ração é despejada no comedouro. A inovação fica por conta da ventilação, que é acionada quando o animal entra na casinha. Tudo funciona automaticamente, não precisando de monitoramento constantemente.

Talher para Mal de Parkinson
Os movimentos involuntários das mãos, popularmente chamados de ‘tremedeira’, dificultam muito a vida de quem sofre com o Mal de Parkinson. Manusear os talheres nas refeições pode ser difícil, afetando a alimentação, e por consequência, a saúde e qualidade de vida do paciente. Alunos do Senai Celso Charuri, de Guarulhos (SP), criaram um equipamento que atenua esses movimentos. Um motor e um rotor, ligados a um rolamento, todos instalados no cabo do talher, neutralizam os movimentos involuntários das mãos. O rolamento gira de forma contínua, sem sair do seu eixo, compensando os tremores e garantindo a estabilidade.

Guia high tech para deficientes visuais
Desenvolvido por alunos da Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, de Novo Hamburgo (RS), o Auxílio 3Di possui óculos com sensores de obstáculos e outro dispositivo de georreferenciamento para auxiliar pessoas com deficiência visual em sua locomoção. Os óculos possuem sensores que estimam a distância da pessoa em relação aos obstáculos. Eles também emitem vibrações, que aumentam de intensidade conforme ela se aproxima do obstáculo. Um segundo dispositivo, que pode ser guardado no bolso, compartilha a localização geográfica da pessoa. Ao pressionar um botão, é enviada sua localização para um número de celular previamente cadastrado pelo usuário. Essa pessoa vai receber a localização por SMS, com link do Google Maps.

Robô de resgate
Alunos da Escola Estadual Monteiro Lobato, de Sertanópolis (PR) criaram um robô que se locomove de forma autônoma para dar apoio às equipes de resgate de vítimas em locais de risco, como em incêndios e desabamentos, por exemplo. O robô utiliza sensores de distância (ultrassônicos) para mapear obstáculos e pode identificar vestígios de fumaça e fogo. Os dados são captados por uma câmera com infravermelho e rotação de 360°, com transmissão para uma central de monitoramento. Foram usados materiais reciclados de baixo custo para sua construção.

Assistente pessoal de estudo
Um sistema que pode ser acessado por alunos, professores e coordenadores de uma escola permite o compartilhamento de resumos de matérias, disponibiliza aulas em vídeo e arquivos digitais, transmite recados e até tem agenda para as atividades escolares... Quase todo tipo de tarefa do cotidiano escolar pode ser executada com o auxílio do AE - Assistente de Estudos, desenvolvido por um aluno da ETEC Tenente Aviador Gustavo Klug, de Pirassununga (SP). O site do sistema (http://www.assistentedeestudos.com) pode ser acessado por smartphones, tablets e desktop, e já foi testado na própria escola com sucesso. Já o aplicativo roda em Android.

Caça poluentes
A proximidade da escola Alceu Maynard Araújo, na cidade de São José dos Campos (SP), com uma refinaria motivou estudantes da instituição a desenvolverem um robô de baixo custo que consegue medir a quantidade de alguns gases poluentes no ambiente, como monóxido de carbono, butano e metano. Além do dispositivo, os alunos criaram um aplicativo para celular, que recebe os dados enviados pelos sensores do robô, tornando possível saber se os níveis de poluente registrados estão acima do recomendado.

Seus dados médicos no pulso
Todas as informações sobre um paciente disponíveis em uma simples pulseira. Essa é a proposta de alunos da E.E. Ainda Ramalho Cortez Pereira, de Mossoró (RN), ao criaram uma pulseira de identificação digital. Usando o escaneamento de QR-Code, é possível ler os dados cadastrais do paciente, que estaria em um banco de dados gerenciado por um órgão público competente. Assim, quando um hospital do SUS, por exemplo, recebesse um paciente, o atendente poderia acessar o prontuário médico dele por meio da leitura do QR-Code.


Serviço: A mostra pública de projetos da FEBRACE 2018 será realizada entre 13 e 15 de março, das 14h às 19h, em uma tenda instalada no estacionamento da Escola Politécnica da USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, nº 3, travessa 3, Cidade Universitária). A entrada é franca. Mais informações: www.febrace.org.br.

Atendimento à imprensa:
Angela Trabbold - angela@academica.jor.br
Tels.: (11) 5549-1863 / 5081-5237.
Elena Saggio – elena.saggio@lsitec.org.br
Tels.: 11 3091 4248 | 98111 4487
Atenção: no dia 13/03, das 9 às 12 horas, os jornalistas terão acesso exclusivo à tenda do evento para que possam conduzir suas reportagens com mais calma. Assessores de imprensa estarão à disposição para ajudá-los durante o evento.

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