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Notícias

04/04/2018 Detecção de drogas ansiolíticas em bebidas alcoólicas adulteradas

Perfil Finalista Intel ISEF 2018 (International Science and Engineering Fair), de 13 a 18 de Maio, em Pittsburgh, EUA

Escola: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Osório
Orientador: Flávia Santos Twardowski Pinto
Coorientador: Claudius Jardel Soares
Nomes: Isabela Dadda dos Reis (17)
Estado: Osório - RS
Motivação: Algumas de minhas amizades pessoais já passaram por essa situação e eu mesma cuidei deles. Disso veio o meu desejo de trabalhar com esse tema de pesquisa.

Sem título

Resumo Extraído dos Anais da FEBRACE 2018

Um crime facilitado por drogas ocorre quando alguém é vítima de um ato criminoso sob o efeito de álcool ou drogas. As drogas mais utilizadas em tal prática são as benzodiazepinas, o ácido γ-hidroxibutírico e a cetamina. Estas incapacitam a vítima, prejudicando seu estado de consciência e sua capacidade de defender-se. Os efeitos aparecem após 15 minutos do consumo, dando à vítima pouco tempo para pedir ajuda. Assim, este trabalho teve como objetivo desenvolver um mecanismo colorimétrico para detecção de drogas benzodiazepínicas em bebidas alcoólicas adulteradas. Para isso, três benzodiazepinas (alprazolam, clonazepam e diazepam) foram testadas. Os fármacos elencados foram diluídos em água destilada, cerveja, licor, vodca e uísque. Durante a primeira etapa, cloro das amostras foi semiquantificado através de uma fita indicadora de cloro livre. Foram realizados testes de controle para cada uma das soluções. Na segunda etapa, foram realizados testes com um reagente químico diluído em diferentes concentrações nas soluções alcoólicas e aquosa de benzodiazepinas. Foram realizados testes de controle com cada uma das soluções. Calculou-se o custo de produção do protótipo. Foi possível detectar a presença das drogas de 0,5 até 3ppm de cloro após adição de diferentes concentrações de benzodiazepinas nas soluções aquosas e alcoólicas, exceto para o fármaco clonazepam na cerveja. O reagente foi capaz de expressar mudança colorimétrica em todas as amostras. A quantidade de reagente que se mostrou mais adequada foi de 20mg para cada 10 gotas da bebida adulterada. Os testes de controle não apresentaram reação colorimétrica. A produção de 100 unidade do protótipo custa R$ 67,09. Assim, esta pesquisa atingiu seu objetivo. Foi possível desenvolver um protótipo portável, de fácil utilização e baixo custo para a detecção de benzodiazepinas em bebidas alcoólicas adulteradas, possibilitando que a vítima descarte a bebida ou encontre ajuda antes que a droga faça efeito.

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