• lsi
  • poli usp
  • usp

Notícias

04/04/2018 Redução dos níveis de CO2 antrópico na atmosfera utilizando o metabolismo da microalga Dunaliella salina e aproveitamento da sua biomassa para produção de tensoativo

Perfil Finalista Intel ISEF 2018 (International Science and Engineering Fair), de 13 a 18 de Maio, em Pittsburgh, EUA

Escola: SESI Piatã - Escola Djalma Pessoa
Orientador: Fernando Leal Barreiros Moutinho
Nomes: Marcos Felipe Soares Alves Pereira (18) e João Vitor dos Santos Oliveira (18)
Estado: Salvador - BA
Motivação: A concentração e emissão de CO2 ainda é muito alta no Brasil e no resto do mundo. E como a microalga tem a capacidade de absorver este gás, vimos uma boa oportunidade de remediar um problema ambiental.

Sem título

Resumo Extraído dos Anais da FEBRACE 2018

O efeito estufa é importante para a manutenção do equilíbrio ecológico terrestre por manter uma temperatura habitável no planeta. Entretanto, devido às ações antrópicas são lançados na atmosfera gases intensificadores deste evento provocando poluição do ar e o aumento da temperatura da Terra. Na década de 90, o debate sobre a necessidade da redução de gases estufa foi fortalecido e culminou na criação do Protocolo de Quioto. Apesar de ser um país signatário desse acordo, o Brasil emitiu 1,5 milhão de toneladas de CO2 equivalente em 2015. Já a concentração global de CO2 atingiu 403.3 ppm em 2016, segundo boletim da WMO. Isso evidencia a necessidade de estudos voltados à redução da emissão de CO2 . Dessa forma, o projeto visa empregar a capacidade metabólica das microalgas, da espécie Dunaliella salina, para fixação de CO2 antrópico e realizar o aproveitamento da biomassa na síntese de tensoativo. Essa espécie foi escolhida por possuir ampla adaptabilidade às modalidades de cultivo indoor e outdoor, por bateladas ou continuamente e, por conta disso, possibilitar aplicação em ambientes controlados ou com interferência da natureza e humana. Inicialmente foi realizado o estudo do ciclo de vida das microalgas através de espectroscopia e contagem de células por microscopia óptica. Sequencialmente, foi realizado a análise de eficiência de absorção de CO2 pelas microalgas, mediante o uso de uma solução indicadora de CO2 e medições de pH. Somado a isso, foram realizados testes visando determinar o procedimento de maior eficácia para o aproveitamento de sua biomassa para produção de tensoativo. Os resultados obtidos demonstram a elevada eficiência das microalgas Dunaliella salina em absorver CO2 antrópico e foi possível aproveitar a biomassa para produção de tensoativo. Dessa forma, tendo em vista esses resultados somado a perspectiva de estudos em campo, utilizar a microalga Dunaliella salina para reduzir os níveis de CO2 é uma alternativa sustentável de remediação ambiental.

ver todas as notícias

  • Blog
  • Twitter
  • Youtube
  • Facebook
  • Flickr