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13/03/2019 FEBRACE 2019: para além de uma feira de ciências

FEBRACE 2019: para além de uma feira de ciências

Maior mostra de projetos de Ciências e Engenharia do País, que será aberta na próxima terça-feira (19/3), em São Paulo, traz centenas de jovens talentosos e seus projetos inovadores.

A 17ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), que acontece de 19 a 21 de março na Cidade Universitária, na capital paulista, está mais inovadora do que nunca. Confira abaixo alguns projetos de destaque cujas aplicações serão demonstradas na Feira:

SOS Mulher: Contra o feminicídio, só uma tecnologia muito smart para salvar a vida de uma mulher. E foi isso o que fez um grupo de estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. Eles criaram um aplicativo que, diferentemente dos demais do mercado, não precisa estar aberto para funcionar. Se uma mulher estiver em situação de risco, basta falar a palavra-chave (previamente gravada) que o sistema envia automaticamente uma mensagem para a polícia alertando e informando a localização da vítima em tempo real. O sistema também dispara alertas para contatos de emergência cadastrados.

Detector de fake news: uma das piores pragas da internet já tem solução encaminhada. Alunos do Centro Federal de Educação Tecnológica, da cidade de Leopoldina (MG), desenvolveram um algoritmo que permite checar rapidamente se uma notícia é falsa ou verdadeira. Basta copiar o link da notícia e dar Ctrl+V no site da aplicação, que o sistema faz o rastreamento e indica a probabilidade de ser fake ou não. “Nossos testes mostraram índices bem confiáveis. Acima de 70% são notícias verdadeiras; falsas, tendem a ficar em torno de 18%, 20%, no máximo 30%”, conta Davi Guerra do Nascimento, um dos inventores.

MDF de abacaxi: A produção de abacaxi move a economia da região de Canápolis (MG). Lá, cada hectare plantado da fruta gera cerca de 58 toneladas de biomassa que hoje, além de não ter utilidade, cria problemas ambientais. É que os produtores usam maquinário pesado, agrotóxico e fogo para se livrar dessa biomassa. Por isso, estudantes da Escola Estadual São Francisco resolveram dar um fim mais nobre a esses resíduos, transformando-os em placas de MDF. O produto tem a mesma resistência que o MDF convencional (feito de fibra de madeira), pode receber tinta, verniz e fórmica, além de não ser tóxico, uma vez que não é usada resina sintética para unir as fibras do abacaxi.

Violão com um só braço: O estudante Bruno Kappi de Matos adora música. Toca violão, bateria, teclado e baixo. E por imaginar a frustração de um deficiente físico com a mesma vocação, ele e um colega da Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, de Novo Hamburgo (RS), desenvolveram um sistema que permite a uma pessoa sem braço tocar violão. O sistema funciona da seguinte forma: o deficiente dedilha a parte dos acordes; os ritmos são acionados por um pedal ou feitos automaticamente. Os exercícios musicais são previamente definidos e há interface para o músico acompanhar as notas. O sistema já foi testado com sucesso com pessoas sem um dos membros superiores.

Biocanudo: A estudante Maria Terossi Pennachin, da Escola Estadual Culto à Ciência, de Campinas (SP), tem só 16 anos, mas já mostrou que ciência e sustentabilidade é a sua praia. “Um dia ela chegou na escola inconformada por ter visto uma foto de uma tartaruga com um canudo plástico no nariz. Pediu para fazer um projeto de iniciação científica para resolver este problema”, conta sua orientadora, Claudia Carla Caniati. Em poucos meses, saiu da bancada do laboratório o Biocanudo, feito de gelatina e inhame. O canudo fica intacto no líquido (água, refrigerante etc) por até 40 minutos. Depois disso, ele se degrada. “Agora, ela está aprimorando o produto para patenteá-lo”, conta a orientadora.

O xampu que virou telha: Próxima à cidade de Mossoró (RN) existe uma região produtora de telhas cerâmicas, atividade que implica em milhões de toneladas de argila retiradas do solo com consequências ambientais sérias. Três estudantes da Escola Estadual Monsenhor Raimundo Gurgel resolveram criar uma telha feita de embalagem de xampu como alternativa para essa atividade. A telha já provou que tem tudo para ser um sucesso. É mais resistente: suporta até 163 kg, enquanto que a cerâmica fica na casa dos 50 kg, 60 kg. Oferece um bom conforto térmico: a variação da temperatura é similar à convencional. Tem custo competitivo (R$ 400,00 o milheiro ante R$ 380,00 da convencional), mas pode ficar mais barata se for comprado polietileno reciclado (embalagens descartadas de xampu, detergente e amaciante) para sua fabricação.

E mais.....

  • Ensino high tech: uma plataforma de ensino digital que oferece muito mais do que conteúdos, questionários, hyperlinks etc. É capaz de identificar os pontos fortes e fracos de cada estudante, fornecendo cronogramas e formatos personalizados de estudo.

  • Detector de glúten: um kit para alérgicos e intolerantes levar na bolsa e testar o alimento para saber se há ou não glúten na receita.

  • Drone aquático: feito de PVC e muita inteligência embarcada, esse ROV ajuda a fazer inspeções para verificar avarias em embarcações e também na busca por vítimas de naufrágio.

  • Cadeira de rodas, movida a energia solar.

  • Impressora 3D, só que adaptada para fazer chocolate tridimensional.

  • Sistema que para o carro, se o motorista começar a beber.

  • E outras centenas de projetos que rendem boas pautas.

Serviço: A mostra pública de projetos da FEBRACE 2019 será realizada entre 19 e 21 de março, das 14h às 19h, no Inova USP (Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 370, Cidade Universitária – São Paulo). As atividades do FIC serão realizadas no Centro de Difusão Internacional da USP, prédio localizado ao lado da Feira. A entrada é franca para ambos os eventos. Mais informações: www.febrace.org.br e www.ficmaker.org.br.

Sobre a FEBRACE: Promovida anualmente pelo Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Poli-USP, a FEBRACE é a maior feira brasileira pré-universitária de Ciências e Engenharia em abrangência e visibilidade. Seu objetivo é estimular a cultura científica, a inovação e o empreendedorismo na educação básica e técnica, despertando novas vocações nessas áreas e induzindo práticas pedagógicas inovadoras nas escolas. Esta edição tem o patrocínio da Petrobras, Samsung, INTEL Foundation, Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil, e apoio institucional Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Ministério da Educação (MEC), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)


Atendimento à imprensa:

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