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29/03/2019 São Paulo é o Estado que mais recebeu prêmios na FEBRACE 2019

Maior mostra de Ciências e Engenharia contou com 332 projetos desenvolvidos por 751 estudantes do ensino fundamental, médio e técnico de todo o País.

Projetos de estudantes do Estado de São Paulo receberam 65 prêmios na 17ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), que aconteceu de 19 a 21 de março, em São Paulo. Entre eles, se destacaram dois: um que buscou reduzir a toxicidade de efluentes de curtumes até alcançar a condição de água potável; e outro que relacionou a saúde mental adolescente, a construção de identidade e a hipermodernidade. Os projetos ganharam, respectivamente, 1º lugar na categoria Engenharia e 1º lugar em Ciências Humanas (Veja abaixo detalhe dos projetos e os nomes de seus autores.)

Promovida pela Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), a mostra deste ano contou com 332 projetos de Ciências e Engenharia desenvolvidos por 751 estudantes do ensino fundamental, médio e técnico de todo o País. O processo de seleção dos finalistas envolveu mais de 72 mil estudantes de 27 unidades da federação, que submeteram seus projetos à FEBRACE, diretamente ou por meio de uma das 116 feiras afiliadas.

Os autores dos melhores projetos, em diversas categorias, ganharam troféus, medalhas, bolsas do CNPq e estágios, num total aproximado de 300 prêmios e oportunidades no Brasil e no exterior. Nove projetos também foram escolhidos para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF), que acontece de 12 a 17 de maio, em Phoenix, nos EUA.

Além dos prêmios, os estudantes foram prestigiados por diversas autoridades presentes na cerimônia de premiação. Entre eles, o pró-reitor de Pesquisa da USP, Sylvio Roberto Accioly Canuto, e a diretora da Escola Politécnica, Liedi Bernucci.

A lista completa dos premiados da FEBRACE 2019 pode ser conferida neste site: https://febrace.org.br/finalistas-e-premiados/#.XJu4cphKjIU. Abaixo, os resumos dos projetos de São Paulo que se destacaram na mostra.

O IMPACTO DA FORMAÇÃO DE IDENTIDADE HIPERMODERNA: AÇÃO COMUNICATIVA PARA SAÚDE MENTAL DOS ADOLESCENTES (FASE II) Autores: Alessandra Rister Portinari Maranca, Maria Clara Batista Nascentes e Catharina Faria de Morais, do Colégio Danti Aleghieri, de São Paulo.

A pesquisa relaciona saúde mental adolescente, construção de identidade e a hipermodernidade. No Brasil existem aproximadamente 35 milhões de adolescentes com a idade de 10 a 19 anos, e entre 1980 e 2014 a taxa de suicídio entre jovens de 15 a 29 anos aumentou 27,2%. Segundo Dutra (2001), o passo crucial para tornar-se um adulto saudável é a construção da identidade.

Na perspectiva de Habermas (1982), vivemos uma hipermodernidade, isto é, uma continuação da instrumentalização da razão e a mercantilização das relações sociais mascarada pela sociedade de consumo. A fase atual iniciou-se delineando de que maneira as diferenças socioeconômicas impactam as correlações entre saúde mental e identidade. Os resultados revelaram, ao todo, mais de 15 correlações com índice de confiança maior que 90% entre formação de identidade e saúde mental.

Investiga-se agora que tipo de intervenção poderia promover melhores indicadores de saúde mental, utilizando como base a formação de identidade do adolescente. A intervenção pode funcionar se for baseada em três pilares. O primeiro pilar consiste na ação comunicativa de Habermas (1982). O segundo é baseado na falácia reductio ad absurdum. Finalmente, o terceiro pilar, o princípio de identificação (liderado pelo jovem para o jovem). A estratégia para avaliar se intervenção teve efeito se pautou na aplicação de dois questionários, antes e depois de duas rodas de conversas, no período de duas semanas, sobre a identidade na hipermodernidade, mediadas por líderes.

Houve 18 comparações entre o primeiro questionário e o segundo que demonstraram mudanças significativas após a intervenção. Cinco dessas mudanças demonstraram maior percepção da influência da sociedade ou maior percepção de estranheza. O que demonstra menos identidade de papel e presença de reductio ad absurdum, não rejeitando a hipótese. Das outras 13 apenas uma rejeitou nossa hipótese a partir do grupo controle.

REDUÇÃO DA TOXICIDADE DE EFLUENTES DE CURTUMES ATÉ ÀS CONDIÇÕES DE ÁGUA POTÁVEL Autora: Havilla Layane Matos Cardoso, do Etec Prof. Carmelino Corrêa Júnior, de Franca.

A poluição ambiental é um dos grandes problemas dos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Dentre todos os tipos de poluição, destaca-se a contaminação das águas, pois as demandas estão cada vez maiores, e em consequência a qualidade das águas vem sendo degradadas de maneira alarmante. As indústrias são responsáveis por 20% do consumo mundial de água e, dentre elas os curtumes, indústrias beneficiadoras de peles e couros, estão entre os maiores consumidores. Um curtume que processa 3.000 peles bovinas salgadas/dia, consome aproximadamente 5.063m3 de água/dia, equivalente ao consumo diário de uma população de 27.980 habitantes, tomando-se um consumo médio per capita de 181 litros por dia. Assim, um curtume pode exercer alta pressão sobre os mananciais hídricos.

Os corantes, o cromo e o sulfeto, presentes nos efluentes gerados pelos curtumes, representam graves riscos ambientais e sociais devido à sua grande toxicidade. Essas substâncias podem contaminar diferentes ecossistemas, o que estimula a busca por processos de tratamentos mais eficientes. O presente projeto tem o objetivo de buscar maneiras econômicas e eficazes para se realizar a descontaminação e o tratamento dos efluentes de curtumes até deixá-los em condições de água potável.

Para isso, testamos a eficiência das escamas de tilápias (resíduos sólidos da indústria pesqueira) como novos biossorventes, e as águas resultantes dos processos de descontaminação/ tratamento foram analisadas pela SABESP, e constatado que as mesmas encontravam-se dentro dos padrões de água potável. A eficiência da capacidade de adsorção pelas escamas de tilápias foi verificada através de análises dos espectros de energia dispersiva e de absorção na região do infravermelho, e verificada a total eficiência dos novos biossorventes nos processos de descontaminação/tratamento de efluentes tóxicos de curtumes.


Atendimento à imprensa

Elena Saggio (elena.saggio@lsitec.org.br) pelo celular (11) 98111-4487

Angela Trabbold (angela@academica.jor.br) pelos telefones (11) 5549-1863 / 5081-5237

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