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Projeto

HUM221 - Leitura cinematográfica “A Bela e a Fera”: uma análise do discurso sócio literário

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HUM

Ciências Humanas

Sub-categoria

Sociologia

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ícone Autoria José Emanuel Santos Silva
ícone Orientação Antonio de Pádua Pereira Silva, Adriana Christinne Carvalho de Sousa
ícone Instituição Colégio Santa Luzia

Resumo

Assistir a um filme é fazer uma leitura especial: leitura cinematográfica. Cinema não é um simples passatempo, mas um espaço discursivo. Toda leitura destrinça o texto/discurso. A relevância acadêmica se mostra pelo fortalecimento da iniciação científica e possibilidade de diversificação de métodos de leitura. A relevância social aparece enquanto ferramenta de autoanálise infantojuvenil, um dos mais importantes caminhos para a construção da cidadania crítica. Seguramente, como nos faz ver Lourenço Jorge, a função do cinema não é somente entretenimento, mas abrir a cabeça das pessoas. O presente estudo insere-se na pesquisa qualitativa (PQL), também chamada “interpretativa” porque usa a lógica da análise fenomenológica (entendimento dos fenômenos pela descrição e interpretação) que dá importância ao contexto e cujo objeto é o nível de significados (TEIXEIRA, 2002). Escolheu-se o caminho metodológico da análise do Discurso (AD) Utilizamos a Pesquisa Bibliográfica para acesso aos textos discursivos e a observação como processo e instrumento de coleta de dados. Nos referenciais teóricos estudados compreendeu-se a longa trajetória da leitura focalizando a leitura cinematográfica. Percebeu-se, a partir da análise do discurso socioliterário da versão live-action da Walt Disney Pictures que a mensagem essencial mantém-se intacta: não se engane pela a aparência, pois a beleza está no interior. Os principais resultados da pesquisa podem ser sintetizados: devido ao ativismo e feminismo da atriz Emma Watson, que interpreta Bela, a personagem é independente, forte, corajosa, apaixonada pela leitura, ensina a importância de olhar para o interior das pessoas e não se submete à conduta machista. A fera se mostra mais sensível e menos “fera” do que nas versões anteriores e a trama homoafetiva é recente. Há um claro apelo ao enfrentamento do narcisismo contemporâneo.

Palavras-chave: Leitura cinematográfica, Análise do discurso, A Bela e a Fera